Constelação Familiar


Você conhece o método chamado “Constelações Familiares”? Os conceitos envolvidos nas Constelações nos permitem ter o que se pode chamar de uma Visão Sistêmica sobre as pessoas e os fatos.
Atualmente, muito já se fala de leitura corporal e também se estuda os aspectos somáticos e causais ligados às doenças e dificuldades que atravessamos em nossas vidas, por exemplo, quais tipos de comportamentos estão ligados a quais tipos de doenças, etc. Que tal ganhar um upgrade de uma Visão Sistêmica e entendermos quais implicações (e possíveis soluções)? Os sistemas nos quais estamos inseridos podem ter em relações as questões de nossa saúde, falta de realização, dificuldades financeiras, de relacionamento e tantas outros conflitos e desafios com os quais nos vemos envolvidos?
Todo o universo opera por intermédio de leis e ordens e é assim também na gigantesca teia de relações da qual todos nós fazemos parte. Apesar de todos os nossos esforços, muitas e muitas vezes, nos vemos submetidos a um magnetismo para desavenças em relações, vícios, repetir padrões que condenamos em nossos pais e tantas outros acontecimentos difíceis de lidar e até prejudiciais a nós mesmos e àqueles de quem somos mais próximos.

Por que muitas das vezes temos a sensação de estarmos lidando com forças maiores que nós próprios? É simples, porque realmente estamos submetidos a essas forças, maiores do que nós mesmos, maiores que o nosso próprio ego. Uma delas é a força, ou alma, do nosso próprio sistema familiar. Como temos uma consciência individual, nosso sistema familiar também possui uma consciência própria. Como essa consciência é maior do que nós próprios, ela opera por leis que muitas das vezes nos parecem injustas, quando vistas da nossa ótica individual. Entretanto, essa consciência do grupo familiar opera de modo a manter o equilíbrio de todo o nosso sistema, de todas as pessoas que o integram, vivas e mortas. Assim, muitas vezes, um indivíduo é “sacrificado” para manter o equilíbrio do sistema como um todo.
Porque meus namoros e casamentos nunca deram certo? Nunca foram satisfatórios?
Porque, por mais que eu faça, não consigo ter uma estabilidade financeira mínima e nenhuma realização profissional?
Porque é tão comum em nossa família casos de determinadas doenças ou vícios?
Essas são algumas das questões para as quais podemos encontrar respostas e alternativas bem interessantes quando pensamos de Forma Sistêmica procurando as Constelações Familiares.
Quando uma pessoa procura esse método e coloca uma representação de seu campo, muitas vezes é possível ver bem claramente questões básicas e fundamentais que não conseguimos ver na ótica de quando olhamos apenas para o indivíduo separadamente. Pode ficar claro que um desses três princípios básicos podem estar sendo negligenciados:
1.  Lei do pertencimento – alguém que faz parte da família, do sistema, mesmo em gerações anteriores, mesmo que não se saiba disso, pode ter sido aberta ou veladamente excluído de alguma forma (e isto tem consequências.

2.    Lei da hierarquia – esta lei diz que quem veio primeiro ao sistema tem prioridade sobre quem veio depois e que os sistemas formados posteriormente prevalecem sobre os anteriores. Desta forma, nossa família atual (a pessoa e seu cônjuge e filhos) terá prevalência sobre a família de origem (os pais, irmãos etc). Uma lei natural e básica que trabalha pela continuidade da espécie, porém muito comumente desrespeitada de várias formas;

3.    Equilíbrio no dar e receber – entre casais e pares de um mesmo nível (amigos, por exemplo) se não houver um equilíbrio entre o dar e o receber, haverá problemas e desafios a serem acertados, por mais que se faça, que se discuta a relação, se isso não for acertado, vai gerar conflito. É uma lei. De pais para filhos, há um desequilíbrio natural no dar e receber, pois os pais dão, começando pela vida, e os filhos recebem. É muito comum, por exemplo, um filho ao invés de estar energeticamente numa posição de filho, encontrar-se numa posição de marido ou mulher de um dos pais, ou até mesmo de pai ou mãe de um ou ambos os pais. Você acha que isso é algo simples ou com um desdobramento profundo? Bem, só para se ter uma ideia, a pesquisa e estudo em milhares de campos de constelações já postos há algumas décadas, em todo o mundo, mostrou que quando filhos se  intrometem na relação dos pais (por exemplo, colocando pressão para o término ou continuidade do casamento desses pais), esse tipo de desarranjo pode gerar três coisinhas bem básicas e simples: falências, doenças mentais e suicídios.